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29 de agosto de 2018

Notícias :: Resultado oficial do 10º Concurso Nacional de Poesia




CATEGORIA JUVENIL:

1º LUGAR - Sandro Roberto Pauli Jr. - Poesia: "Oiça lá o Fado" (Antonio Carlos-SC)
Poesia "Oiça lá o Fado"
Oiça lá este estribilho que nos chora
Ora estridente, ora frouxo ou rouco
E toda gente que lhe é espectadora
Derrama-se em deleite pouco a pouco

O Fado possui toda essa magia
Porque trouxeram consigo, os Arábios,
A bênção sagrada da Astronomia
Assim como as guitarras e astrolábios

Oiça lá a rapariga portuguesa
Garbosa entre os dois guitarristas mouros
A cantar melancolia e tristeza

Hei de singrar em nau este oceano
Para apreciar o Fado, o tesouro
Mais formoso do povo lusitano.

2º LUGAR - Luísa Gabriela Ferro da Frota - Poesia: "Alma de um Poeta" (Brasília-DF)
Poesia "Alma de um Poeta"
Todos deixam rastros por onde passam
Cuidado porém ao cruzar com o escritor
Pode toca-lo no coração,
Pode virar verso, virar canção
Pode tudo mudar
Só com o olhar
O jeito de agir
Até de pensar
Tudo que se vive vira inspiração
Todo sentimento vira letra
Cada Sensação vira palavra
Todo tormento vira vírgula
Cada aroma, um novo verso
Todo toque, nova estrofe
Cada qual, novo poema
Mesmo sem ser escrito
Ficar apenas no pensar
Ou mesmo se não tiver todas as letras que hão de haver
Não precisa ser rebuscado
Nem se quer ao menos lido,
No fim, só precisa ser
Pois,
Tudo ao redor é poesia
Tudo que toca o coração
Tudo que dá a euforia
Tudo, no fim, vira canção.

3º LUGAR - Anna Valenthina Calliari Bentes Porto de Oliveira - Poesia:"Dileção por Uma Memória" (Belém-PA)
Poesia "Dileção por uma Memória"
Sonhei com aquela canção,
Novamente em minha aflição.
Canção esta que me fez contente,
E agora traz dor ardente.

Perguntei para todos que conheço:
"Qual aquela canção que eu tinha tanto apreço?"
A cada manhã, mais esqueço.
Durmo e ocorre recomeço.

Eles sempre meneiam a cabeça em negação,
E a lembrança inteira daquele dia, então?
Devo apenas largar e me acostumar com a decepção?

Corro atrás dos fragmentos sabendo:
Depois, essa ambição não irá mais servir.
A memória está perto de se esvair.

MENÇÃO HONROSA - Gustavo Medeiros Conde Costa - Poesia: "Canção" (São Vicente-SP).

 

CATEGORIA ADULTO:

1º LUGAR - Ronaldo Dória dos Santos Jr. - Poesia: "Música" (Rio de Janeiro-RJ)
Poesia "Música"
Não toco
Arranho uns poucos acordes
Desafinados
Esqueço as cifras
Perco o rumo, o ritmo, o chão
Da capo
Dedilhados sem muito jeito vibram as cordas de aço
Tudo bem, não sou mesmo um virtuose no que faço
Escolho a canção, aprendo a introdução
E me sinto músico de renome me apresentando num paçoTampouco canto
Vou jogando as palavras
Descompassadas
Esqueço a letra
Perco o rumo, o ritmo, o chão
Da capo
De algum canto da memória me virá o verso esquecido
E se não vem, não me sinto vencido
Só de estar com o violão, afugento a solidão
E acalento meu coração combalido.

2º LUGAR - Oly Cesar Wolf - Poesia "Canto de Olvido" (Campo Largo-PR)
Poesia "Canto de Olvido"
O meu canto é sussurro,
É murro em ponta de faca.
É flecha que faz um arco
No céu da boca fechada,
Como vontade exangue
Que no meu sangue estaca.Sobre a pauta da minha pele
A mosca, semibreve, pontua
A melodia dissonante
Dessa canção inconstante
Que como miasma flutua
Sobre o lençol encardido
Do meu aturdido fantasma.O meu canto seco é salmo
De derradeiro moribundo
Que nesse desespero calmo
Se despe e despede do mundo.

3º LUGAR - Gilvani Pereira da Rosa - Poesia: "Canção Roubada" (Vila Valério-ES)
Poesia "Canção Roubada"
Um gesto
Uma palavra
Um afeto
Uma mágica.
Um som, tua respiração e duas vidas
Há aqui dois inteiros, dois corações, não há metades
A alma enfadonha é sucumbida, eu sei que amedrontas
Outrora o silêncio era a escolha em meio ao vozerio das verdades.
E resta o som da doce canção que tornou tua
Eu a escuto e ao longe vejo a auréola
É um devaneio aprazível, um toque na lua
Vejo o anjo rutilante despontando na névoa.
Perdoe-me por ter cantado a tua canção
Eu desejei que viesses ouvir e mais nada
Fi-la minha, foi uma escolha quando toquei a tua mão
Não me condenes por ter cantado a música roubada.

MENÇÃO HONROSA: Thiaaago Oliveira de Carvalho - Poesia: "Poemia" (Rio de Janeiro-RJ)
 Poesia "Poemia"
Na extrema e arrebatadora
solidão de uma mesa de bar,
a incompletude de nós mesmos
transforma um vinho barato
em um copo de maremoto,
enquanto a canção flutua fantasma,
despedaçando estrelas em lágrimas.Na extrema e arrebatadora
solidão de um boteco do subúrbio,
Nelson Gonçalves aporta
na borda de um copo
ainda puro de batom:
Seresta
que me resta em uma sexta-feira
em uma esquina maltrapilha
da cidade de neon.Na extrema e arrebatadora
solidão,
uma canção sobrevoa minha palavras...
a boemia em poesia!

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